Ao Alcance das Mãos?

*Por João Maurício

 

 

 

 

As tardes ensolaradas de inverno
Sem único jardim, sem rosas.
Com a ponta dos dedos acariciar a ausência,
Nessa tarde ensolarada de inverno.

A tarde ensolarada de inverno
Incompleta, insuficiente
Do meu tempo
Permanece.

Essa tarde ensolarada de inverno,
Dessas tardes ensolaradas de inverno.
Das más certezas já ainda não findas,
Do futuro mal acabado.

De incertezas,longínquas marés, emoções.
De único acerto,
Da inconsistente clareza da tristeza.
Do luar de sua distância.

*João Maurício é o Jota.

Comentários

    Pati

    (26 de março de 2017 - 10:44)

    Fiquei aqui pensando em tardes ensolaradas rsrsrs. Os versos despertam interesse para o leitor a abstrair… A pensar em um significado que não está escrito é como se estivesse nas entrelinhas. Mistura de sentimentos, foi o que senti ao ler. Agradeço por compartilhar comigo!

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