Um paranaense em destaque no carnaval carioca

Leonardo Bora (lado esquerdo) e seu parceiro Gabriel Haddad, quando eram carnavalescos da Acadêmicos do Sossego.

Por Bernardo Pilotto*

Contrariando o senso comum e superando diversas barreiras, um paranaense de Irati tem se destacado no mundo das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Sim… Leonardo Bora, 30 anos, é um dos destaques da nova geração de carnavalescos que vêm conquistando espaço nesses últimos anos.

Em parceria com Gabriel Haddad, assinou o carnaval campeão do Grupo B com a Acadêmicos do Sossego em 2016, com o enredo “O Circo do Menino Passarinho”, sobre o poeta Manoel de Barros. Em 4 carnavais, conquistou 3 títulos, nos Grupos B, C e D.

Para 2018, a escolha de um enredo sobre Arthur Bispo do Rosário, para a Acadêmicos do Cubango (escola de Niteroi que disputa o Grupo A), já vem sendo bastante elogiada. Será a estreia de Bora no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Além do seu trabalho de carnavalesco, Bora também foi o desenhista das (belas) capas da coletânea de livros “Família do Carnaval“.

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As etapas da produção do carnaval

Compositores tirando dúvidas em carnavais passados.

Por Bernardo Pilotto*

Quando assistimos a um show de música, vemos uma partida de futebol ou mesmo compramos um carro, temos dificuldade de compreender tudo que aconteceu antes daquele momento em que tudo parece pronto e finalizado. Pois bem, num desfile de escola de samba também é assim…

Para que as escolas desfilem naqueles dias de carnaval, há uma preparação anterior intensa e demorada. É possível dizer que, no caso dos desfiles mais elaborados e dos maiores carnavais, não há pausa entre um carnaval e outro.

Neste momento, faltando cerca de 250 dias para o carnaval de 2018, a preparação para o desfile do Rio de Janeiro já está a todo vapor. São muitas etapas e, ao descrevê-las, podemos ter um pouco de noção da grandiosidade que envolve o maior espetáculo da terra.

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80 anos sem Noel Rosa

Publicado originalmente no Correio da Cidadania

No dia 04 de maio de 1937, falecia, aos 26 anos, Noel Rosa, um dos gênios da música popular brasileira. O Poeta da Vila foi fundamental para a popularização e capilarização do samba e sua influência é verificada em outros grandes artistas e compositores, como Chico Buarque e Paulinho da Viola.

Noel foi um grande cronista e suas músicas continuam atuais, pra nossa infelicidade em muitos casos. Ele falou de corrupção (em Onde Está a Honestidade?), dores de amor (como em Último Desejo), flertou (como em Três Apitos), entrou na disputa entre os sambistas da cidade exaltando a Vila Isabel (como na polêmica com Wilson Batista), tudo isso com muita ironia (o melhor exemplo de sua ironia é sua relação com o taxista Malhado, que gerou a música Saí da Tua Alcova).

Por sua importância, Noel já foi reverenciado muitas e muitas vezes. Há 80 anos, data de sua morte, ele foi homenageado de várias formas. E elas continuaram ao longo dos tempos. Por isso, listamos algumas dessas homenagens por aqui, em músicas, livros, filmes e no carnaval, que aconteceram em distintos períodos:

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O que vi, ouvi e senti na #SemanaDoChoro

Uma das maiores rodas da #SemanaDoChoro foi realizada na Boca Maldita.

No mês de abril, durante quase 10 dias, tivemos em Curitiba a oportunidade de curtir a #SemanaDoChoro, um evento que contou com palestras, lançamentos de livros e, principalmente, shows, todos gratuitos, para homenagear um dos mais genuínos gêneros musicais brasileiros.

Por vários dias, o circuito do Choro se espalhou pela cidade, ocupando espaços tradicionais como os bares e também praças e universidades, mostrando uma vitalidade impressionante desse gênero em Curitiba.

A #SemanaDoChoro evidenciou algo que normalmente passa despercebido: a capital do Paraná é uma das vanguardas nacionais da música instrumental. Por aqui, há compositores, rodas semanais (como as do Conjunto Choro & Seresta, na Feirinha do Largo da Ordem), professores e muita gente disposta a aprender e perpetuar o gênero.

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O samba voltando para o seu “marco zero”

Foto: Juliana Vitulskis

Por Bernardo Pilotto*

“O samba, que nasceu lá na Vila
Não morreu, ainda respira
Está pedindo pra voltar”

(Maé da Cuíca)

Um acontecimento pequeno e nada silencioso marcará o dia 04 de março na cidade. Isso porque, nesta data, o Bloco de Samba Boca Negra fez seu primeiro desfile, na região que vai ficando conhecida como o “marco zero” do samba curitibano.

Marco zero, sim. Pois foi ali na Vila Tássi, embaixo do viaduto do Capanema, exatamente onde o Boca Negra se concentrou para seu primeiro desfile, que Maé da Cuíca e outros tantos batuqueiros fundaram a Escola de Samba Colorado, lá pelos idos de 1940, marcando para sempre a História do carnaval curitibano.

Infelizmente, uma história sempre deixada de lado, escondidinha… mas que aos poucos vem sendo resgatada e exaltada.

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