Casa da Avó

* Por João Maurício Com a foto no jornal o dia de sábado se configura. A imagem da casa banhada pelo sol do início da tarde, aconchegante. Casa de madeira, simples. Tábuas brancas, janelas azuis. O beiral, também azul, é talhado no estilo dos imigrantes. Alemães, poloneses, italianos, quem sabe?As árvores ao redor mantém a […]

Cre(n)tinice ou Sobre o uso violento da religião disfarçado de amor ao próximo.

Por Daniel Fauth Martins

O Brasil é um país majoritariamente cristão. Também é o país com Eduardo Cunha à frente da Câmara dos Deputados. É o país majoritariamente católico que vem assistindo ao crescimento do número de evangélicos. E também possui uma das polícias mais letais e racistas do mundo. É o país da diversidade e da tolerância. E também um dos países que mais mata LGBTs no mundo.

Cristo e Cunha.

Por ocasião da votação do Plano Nacional de Educação nos Municípios, um fenômeno bastante preocupante tem aparecido como pústulas em várias Câmaras Municipais: a resistência pseudocristã ao conceito de gênero, excluindo dos planos de educação municipal propostas relativas ao combate à intolerância e evasão escolar motivadas por identidade de gênero e orientação sexual.

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A Terceirização do Governo do Paraná

*Por Rafael Athayde Marcelino da Silva

Desde as eleições o que podemos observar é que o Governo foi terceirizado. O que vemos é um festival de declarações de auxiliares daquele que foi eleito para governar. Tivemos duas greves na área da educação e em nenhuma delas o protagonista do processo de negociação foi aquele que venceu a Eleição no primeiro turno, o eleito Governador decidiu dedicar-se a conversar apenas com setores da Elite do Paraná e financiadores de campanha. Desprezando os demais seguimentos da sociedade, taxando os trabalhadores e se apropriando de recursos do Fundo de Previdencia dos Funcionários públicos, afirmando que o Paraná esta em crise financeira, mas devemos perguntar se foram os trabalhadores ou o Governador que quebrou o Paraná com uma gestão fraudulenta e temerária. Antes e logo após as eleições o Governador mentiu dizendo que o Paraná estava com as contas em dia e que o melhor estava por vir. Desde esse período o Sujeito Eleito para governar se escondeu atrás de secretários e Deputados, deixando que esses executem as políticas que deveriam ser ditas e anunciadas pelo Eleito. Terceirizou o governo, o que interessa é apenas criar cenas para nutrir a pagina do governo na internet e redes sociais.

Temos então uma pessoa eleita para governar o Paraná, mas que só aparece em público para dar entrevistas e em redes sociais para afirmar que vem sendo vítima de ataques covardes, o mais interessante que não são acusações pessoais, são acusações de corrupção envolvendo pessoas muito próximas ao governador que adota a velha tática de que não sabia de nada. O mesmo governador que exalta as delações premiadas contra o Governo Federal, agora afirma que a tal delação premiada é coisa de bandido e que não se pode confiar em bandido confesso. O que intriga então é que o Ezequias corrupto confesso ainda está como secretário de Governo.

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Sobre a legitimidade da nossa greve

Por Júlio César Gonçalves da Silva*

É importante frisar: o capitalismo nada mais é do que um sistema de exploração do trabalho. Tudo, absolutamente tudo, que ocorreu de melhoria na vida dos trabalhadores na sociedade capitalista foi produto das lutas sociais da própria classe trabalhadora. Se dependesse do capitalismo, os trabalhadores fariam jornadas de 16 horas por dia e ganhariam um salário que mal daria apenas para alimentação do próprio trabalhador, obrigando inclusive as crianças a trabalharem para complementar a renda familiar e garantir a própria sobrevivência. Era assim no começo do capitalismo.

Tudo, absolutamente tudo, o que os trabalhadores possuem de direitos hoje (limite na jornada de trabalho, férias, 13º salário, saúde e educação pública, aposentadoria, etc.) foi produto das nossas lutas. Sem fazer greves, manifestações, enfrentar a polícia, etc., estaríamos vivendo como no começo do capitalismo. Então, com exceção aos lock outs, que são greves políticas organizadas pela burguesia para desestabilizar um governo que representa os interesses dos trabalhadores, toda greve é legítima. Se os trabalhadores não recorressem à luta social e às greves, não existiria sequer escola pública para que estudantes fossem prejudicados por uma greve nesse setor. Então, é ilógico dizer que a greve prejudica estudante. É ideologia burguesa, é manipulação das mentes dos trabalhadores pela classe dominante, em estado bruto. Não podemos aceitar esse discurso. Precisamos ter nossa própria forma de pensar. Read more about Sobre a legitimidade da nossa greve

É SEGREDO

Por João Maurício * Aceito o convite, era tempo de pensar no presente. Presentes, sempre uma árdua tarefa. Para além da vontade de agradar o sentido. Mas como sempre, sem inspiração, o projeto fica suspenso. “Uma flor, talvez?”. Presente simples e singelo. Agradaria, ao menos, quem presenteou. Mas, ainda vivemos em tempos de flores? Passado […]