O que vi, ouvi e senti na #SemanaDoChoro

Uma das maiores rodas da #SemanaDoChoro foi realizada na Boca Maldita.

No mês de abril, durante quase 10 dias, tivemos em Curitiba a oportunidade de curtir a #SemanaDoChoro, um evento que contou com palestras, lançamentos de livros e, principalmente, shows, todos gratuitos, para homenagear um dos mais genuínos gêneros musicais brasileiros.

Por vários dias, o circuito do Choro se espalhou pela cidade, ocupando espaços tradicionais como os bares e também praças e universidades, mostrando uma vitalidade impressionante desse gênero em Curitiba.

A #SemanaDoChoro evidenciou algo que normalmente passa despercebido: a capital do Paraná é uma das vanguardas nacionais da música instrumental. Por aqui, há compositores, rodas semanais (como as do Conjunto Choro & Seresta, na Feirinha do Largo da Ordem), professores e muita gente disposta a aprender e perpetuar o gênero.

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A crise, o PT e a reconstrução das esquerdas

*Por Clóvis Gruner A quantidade e a variedade das referências a Lula e ao PT nas delações da Odebrecht, tornam praticamente impossível manter a defesa incondicional do partido e seu principal líder. Réu em cinco inquéritos, a essas alturas só a crença messiânica nas virtudes inabaláveis de Lula justifica acreditar na inocência do petista e […]

O samba voltando para o seu “marco zero”

Foto: Juliana Vitulskis

Por Bernardo Pilotto*

“O samba, que nasceu lá na Vila
Não morreu, ainda respira
Está pedindo pra voltar”

(Maé da Cuíca)

Um acontecimento pequeno e nada silencioso marcará o dia 04 de março na cidade. Isso porque, nesta data, o Bloco de Samba Boca Negra fez seu primeiro desfile, na região que vai ficando conhecida como o “marco zero” do samba curitibano.

Marco zero, sim. Pois foi ali na Vila Tássi, embaixo do viaduto do Capanema, exatamente onde o Boca Negra se concentrou para seu primeiro desfile, que Maé da Cuíca e outros tantos batuqueiros fundaram a Escola de Samba Colorado, lá pelos idos de 1940, marcando para sempre a História do carnaval curitibano.

Infelizmente, uma história sempre deixada de lado, escondidinha… mas que aos poucos vem sendo resgatada e exaltada.

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A Conspiração Carne Fraca

*Por Luccas Cechetto

Vi muitos (muitos mesmo) posts de pessoas no meu FB dando o status de abafamento da pauta da Reforma da Previdência para a Operação Carne Fraca. Isso sem contar os que acham que isso é um plano para o enfraquecimento do mercado nacional (confundindo empresariado e burguesia brasileira com mercado nacional, mas isso é outra discussão). Eu acredito que existam duas falhas gravíssimas nesse raciocínio conspiratório (em específico o que trata a Operação como abafamento da luta contra a Reforma).

Embora, sem dúvidas, existam motivações não explicitadas por trás da divulgação do esquema obsceno que envolveu a adulteração e mistura de sabe-se lá o que na carne, não quer dizer que, necessariamente essa motivação seja abafar a luta contra a Reforma. Isso vale para tantos outros momentos ao longo dos últimos anos em que inúmeras teorias de abafamento foram levantadas toda vez que coincidia de duas coisas serem noticiadas ao mesmo tempo ou próximas no tempo.

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O perigo do deixa-que-eu-deixo

Máquinas destruindo a antiga torre de TV da Sapucaí.

Por Bernardo Pilotto*

Com a inauguração do Sambódromo carioca em 1984, foi inaugurada também a chamada torre de TV, localizada quase ao final do desfile, utilizada por fotógrafos e cinegrafistas para fazer imagens do desfile. Fixa, imóvel, sem nenhum requebrado, sempre com o mesmo tamanho, ela nasceu para ser coadjuvante mas, com 9,75 metros de altura, acabou sendo protagonista em muitos momentos.

Vi ela ser protagonista logo na primeira vez que fui ao desfile, em 1993. Eu estava no antigo Setor 6, nas cadeiras de pista (que naquela época ainda contavam com mesas) e vi de modo privilegiado.

A Mangueira vinha fazendo um grande desfile sobre a origem da manga, com um samba marcante e animado. Até que o carro que tinha uma espécie de caravela empacou na torre. O erro era grande e o mastro do carro era muito mais alto do que a altura da torre. Nada fazia com o carro passasse, nem mesmo a ideia de furar os pneus do carro. Resultado: uma confusão na evolução da escola, com alas passando ao lado do carro.

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