Eu odeio a Imperatriz (ou “As vitórias que não mereciam vencer”)

*Por Bernardo Pilotto

bernardo1Apesar do “Martin Cererê“, do Zé Katimba e do “O Que É Que a Bahia Tem?“, não tenho dúvidas: eu odeio a Imperatriz! E não é por conta do enredo nonsense de 2016; o  meu problema vem de bem antes.

Lá no início dos anos 1990, quando eu tinha algo em torno de 6 anos, comecei a acompanhar competições, esportivas e de carnaval. Nessa época, torcia para aquele que era o “mais fraco” ou “do contra”. Não havia um critério único para estabelecer isso, mas me lembro de estar relacionado ao time/equipe que tinha menos títulos ou que não estava ganhando. Foi assim que passei a ser contra o São Paulo no futebol, contra os EUA nas Olimpíadas e contra a Mocidade Independente no carnaval carioca.

Depois, tudo isso foi ficando mais refinado. No caso do carnaval, o importante era animar, ter um samba, empolgar. Afinal, é uma disputa que envolve samba, música, alegria. Por estes aspectos, as vitórias da G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense da metade dos anos 1990 até o começo dos anos 2000 pareciam ser mais um reforço para a tese neoliberal de que não havia mais alternativa (confira aqui o texto que escrevi sobre esta teoria e o samba nos anos 1990), de que querer que a escola vencedora fosse alguma que tivesse empolgado a plateia fosse pedir demais.

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A G.R.E.S. São Clemente e o PT – por Bernardo Pilotto

Fundada em 1962, a Grêmio Recreativo Escola de Samba São Clemente ficou conhecida mesmo apenas nos anos 1980, quando chegou ao Grupo Especial com seus enredos polêmicos e críticos. A escola, do morro Dona Marta, localizado na Zona Sul (no bairro de Botafogo), foi a que mais foi influenciada pela conjuntura política da época. Ainda que outras escolas também fossem influenciadas pelas lutas pelo fim da ditadura militar e por direitos sociais que sacudiram o país na época (destaque para os sambas “Eu Quero“, do Império Serrano em 1986, “Assombrações“, da União da Ilha em 1986, “Direito É Direito”, da Vila Isabel em 1989, “100 Anos de Liberdade, Realidade ou Ilusão“, da Mangueira em 1988 e “E Por Falar Em Saudade…“, da Caprichosos de Pilares em 1985), nenhuma delas teve tantos enredos críticos e politizados como a São Clemente.

Por isso, ficou conhecida como a “PT do samba”. Naquele momento, isso era o equivalente a dizer que a escola priorizava a crítica a situação social do país, mesmo que isso lhe custasse a chance de titulo, patrocínios (que começavam a surgir com força, especialmente a partir do enredo de 1985 do Império Serrano) e até a própria permanência no Grupo Especial (1ª divisão do carnaval carioca, que teve muitos nomes ao longo dos anos). Read more about A G.R.E.S. São Clemente e o PT – por Bernardo Pilotto

Camaleônicas

De olho nas manchetes, vem aquela dúvida que vira pergunta: – Quem realmente era você? Qual a tua verdadeira face? Qual de vocês era o verdadeiro você? E o dia vai passando. As dúvidas batem como ondas no rochedo. As tarefas ocupam todo o espaço. Tudo volta no meio e no fim. Eis que vem […]

O pé frio é genético?

*Por Bernardo Pilotto Essa crônica foi originalmente escrita sob encomenda da Gazeta do Povo, a partir de contato do jornalista Sandro Moser, as vésperas do carnaval de 2015. Mas este foi um carnaval cheio de acontecimentos por aqui, visto que a semana anterior aos festejos de Momo viu a ALEP ser ocupada por duas vezes. […]

Nunca comi Nutella

* Simone Frigo

simone1

Senta e vai trabalhar. O artigo da tese não vai ser escrito sozinho, vai lá. Se concentra… Se concentra…

Nossa! Parei para pensar agora e eu nunca comi Nutella. Não por ideologia ou qualquer coisa do gênero. Apenas nunca comi. Espero experimentar um dia.

Para! Se concentra! Se concentra…

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