“Quem traz na pele uma marca (…)Maria, Maria”

*Camila Balsa

Neste último dia 29, aniversário de Curitiba, resolvi ir até a reinauguração da Feira do Poeta, vinculada à Fundação Cultural de Curitiba e pertinho daquela parte da feirinha do Largo da Ordem em que vendem livros, antiguidades e, bem, outras gostosuras como pastéis, batatas e coxinhas. Como promessas apetitosas, a feira que havia ficado fechada por 12 anos, terá encontros, lançamentos, declamações e performances. Como a maioria das inaugurações, as pompas não deixaram sentir o gostinho de como o espaço será aproveitado exatamente. Mas foram esses protocolos que me trouxeram a feliz oportunidade de visitar a bela exposição na Casa Romário Martins (espaço localizado ao lado da Feira do Poeta, Largo Coronel Enéas, 30, Largo da Ordem – São Francisco).

A Casa Romário Martins recebe o nome do historiador que atribuiu a data de 29 de março como o aniversário da cidade e, agora, abriga o retrato de um acontecimento, ocorrido na cidade, quase desconhecido: o caso de uma mulher parda e pobre do século XIX, que recusou acatar as ordens de duas mulheres da elite curitibana da época, ambas casadas com políticos. Na antiga região de Tindiquera (atual município de Araucária), as mulheres se dirigiram à Maria Águeda, ordenando que ela pegasse brasas na saída da missa, para que pudessem aquecer os pés. Contrariando as expectativas, Maria disse não. E esse mesmo “não” fez a mulher parda, pobre e grávida ir presa.

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