Aparência e Essência

*Por Andrea Caldas

11_02_2016_00_22_03A carta de Temer, para além do que pode ser interpretado como patético, por óbvio, tem muito de cálculo e estratégia política – gostemos ou não.

Fazendo uso dos roteiros remasterizados dos jogos de intriga e dramas pessoais, tão ao gosto do público médio, o vice-presidente mostra ao “mundo” a história do personagem esquecido, ao lado do escancarado protagonismo da ex-guerrilheira.

Em tempos de grande desgaste da imagem da presidenta,”revela” a face autoritária e inábil da mandataria.

Menos que uma desforra infantil, a carta, escrita em tom coloquial – para ser compreendida pelo grande publico – apresenta, em mensagem cifrada, as credenciais que ele imagina dispor para governar o país.

Lealdade, discrição, articulação com as forças da oposição, bom relacionamento com os EUA, controle da base revoltosa do PMDB e disposição para reunificar o país.

Não, a missiva não é um desabafo.
É um plano de governo.

*Diretora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná.

Texto originalmente publicado no Facebook e reproduzido aqui com autorização da autora.

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